Novo horizonte para a síndrome de Dravet: fenfluramina é aprovada pela Anvisa, ampliando o controle das crises epilépticas e a autonomia das famílias

    ● Pesquisa aponta que 68% dos pacientes alcançaram uma redução de 50% ou mais na frequência mensal das crises epilépticas1
    ● Redução de, aproximadamente, 70% na frequência de crises foi sustentada por mais de 8 meses de tratamento2
    ● Pacientes tratados com fenfluramina apresentaram uma redução superior a 60% na frequência média de crises epilépticas, em comparação ao tratamento habitual3

     

    São Paulo, 17 de março de 2026 – A jornada do paciente com síndrome de Dravet é marcada pelo desafio diário de controlar as crises epilépticas resistentes a múltiplos medicamentos. A condição é uma forma rara, genética e grave de epilepsia, não hereditária, caracterizada por crises epilépticas frequentes e refratárias que começam na primeira infância5.

    De acordo com a neurologista Dra. Daniela Bezerra, membro da diretoria da Associação Brasileira de Epilepsia, os principais fatores na condição incluem, além das crises epilépticas, problemas de cognição, motores e comportamentais. Por sua vez, essas manifestações clínicas afetam diretamente os familiares e cuidadores, impactando também o dia a dia de quem cuida do paciente. Como pode se esperar, os custos no manejo desse paciente são impulsionados por eventos relacionados a crises epilépticas, hospitalizações e visitas de assistência médica domiciliar4. Assim, a síndrome de Dravet não se limita a crises epilépticas e manifestações não epilépticas que surgem precocemente, mas também ao ônus econômico e humanístico familiar. Outro importante aspecto dessa doença é o potencial aumento de morte súbita, o chamado SUDEP (em inglês: Sudden Unexpected Death in Epilepsy)7,8.

    Até o início desse ano, não havia medicamento com indicação específica aprovada no país; o tratamento era feito com fármacos anticrises de primeira geração ou canabidiol. Agora, a aprovação do cloridrato de fenfluramina9 pela Anvisa10 para o tratamento da síndrome de Dravet chega com resultados de redução de crises mensais em 68%1, o que permite maior qualidade de vida tanto para o paciente quanto para os cuidadores8.

    Além de possibilitar a redução sustentada na frequência das crises epilépticas, o tratamento também abre caminho para uma potencial redução de impacto econômico no sistema de saúde, podendo reduzir internações frequentes e o custo com terapias de baixa comprovação científica.

    Segundo a neuropediatra Dra. Mara Lúcia Schmitz Ferreira Santos, coordenadora do ambulatório de doenças raras do hospital Pequeno Príncipe, “o papel do médico especialista não é abordar a síndrome de Dravet como uma sentença de crises intermináveis, mas sim como uma condição que pode ser otimizada, inclusive para reduzir a morte súbita inesperada em epilepsia. O controle mais rigoroso das crises direciona o tratamento para uma melhor qualidade de vida do paciente e, a longo prazo, possibilita o desenvolvimento do indivíduo com melhor cognição. Simultaneamente, esse controle tem o potencial de desonerar o sistema de saúde ao reduzir os atendimentos de urgência, diminuir o número de exames e de internações. O acesso a novos medicamentos precisa ser uma via expressa e universal.”

    O cloridrato de fenfluramina9, cujo nome comercial é Fintepla®7, recém-aprovado pela Anvisa10, já é aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA)11 nos Estados Unidos e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA)12 na Europa.

    Sobre a síndrome

    A síndrome de Dravet começa na primeira infância e as crises epilépticas dessa condição se distinguem por sua longa duração que se estendem por minutos, necessitando muitas vezes de intervenção em serviços médicos de emergência13. 

    Quando o diagnóstico clínico é feito pelo especialista, a realização de estudos genéticos pode ajudar tanto para o apoio a esse diagnóstico como aos tratamentos que podem ser aplicados ao paciente14

    Com a evolução da doença, a síndrome de Dravet pode causar, por exemplo, atraso cognitivo15 e comprometimento motor. A síndrome de Dravet é uma doença rara, ou seja, faz parte das doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos16.

    Jornada

    Segundo a neurologista infantil Dra. Adélia Henrique Souza, MD, PhD e ex-presidente da Liga Brasileira de epilepsia, “a jornada do paciente com Dravet é frequentemente marcada por um diagnóstico tardio. A doença tende a ser classificada como uma epilepsia fármaco resistente e não como uma síndrome rara, de forma imediata”.
     

    “É fundamental abordar não apenas os desafios clínicos, mas também os emocionais e sociais enfrentados por essas famílias diariamente e a longo prazo no cuidado do paciente. Durante os estudos clínicos com cloridrato de fenfluramina na síndrome de Dravet, pais e cuidadores tiveram a impressão de melhora em vários aspectos da vida do paciente (mensurado pela escala de impressão Clínica Global de Melhora)1”, sinaliza a neurologista.

    “O tratamento adequado só começa após uma longa jornada de consultas com diversos profissionais, muitas vezes sem a experiência necessária para o diagnóstico. O ponto de virada ocorre quando o paciente é atendido apropriadamente, por um especialista capaz de estabelecer o diagnóstico correto e iniciar os fármacos e tratamentos devidamente indicados para a complexidade da condição16”, finaliza a especialista.
     

    Sobre a UCB

    A UCB é uma empresa biofarmacêutica global, fundada em 1928, com sede na Bélgica e presença em quase 40 países, dedicada a transformar a vida de pessoas que convivem com doenças graves, especialmente nas áreas de neurologia e imunologia. A UCB investe aproximadamente 25% do faturamento global em pesquisa e desenvolvimento (P&D) voltada à soluções inovadoras que geram valor real na vida dos pacientes, afinal, seu propósito é garantir que todos possam viver da melhor forma possível.

    A UCB amplia sua presença no Brasil por meio de investimentos e lançamentos inovadores. Essa expansão acompanha as linhas de cuidado e o propósito de levar soluções valiosas que melhorem a vida das pessoas. O portfólio inclui tratamentos para epilepsia, artrite reumatoide, psoríase, espondiloartrites, artrite psoriásica, hidradenite supurativa, doenças raras, além de um pipeline de P&D em contínua expansão.

    A companhia valoriza a equidade de perspectivas e cultiva uma cultura de curiosidade e colaboração, com o compromisso do cuidado junto às comunidades, do planeta e das pessoas que inspiram seu trabalho diariamente.

    A empresa acredita que todos merecem viver a melhor vida, o mais livre possível dos desafios e incertezas de doenças. A UCB foca na criação de soluções inovadoras que transformem a vida de pessoas com condições neurológicas e autoimunes.
     

    Inspirada pelos pacientes, impulsionada pela Ciência.
     

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Referências: 

1. LAGAE, L. et al. Fenfluramine hydrochloride for the treatment of seizures in Dravet syndrome: a randomised, double-blind, placebo-controlled trial. The Lancet, Londres, v. 394, n. 10216, p. 2243-2254, 21 dez. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(19)32500-0. Acesso em: 28 nov. 2025. https://www.fintepla.com/es/resultados-en-el-sindrome-de-dravet 

2. SULLIVAN, J. et al. Fenfluramine HCl (Fintepla®) provides long-term clinically meaningful reduction in seizure frequency: analysis of an ongoing open-label extension study. Epilepsia, Hoboken, v. 61, n. 11, p. 2396–2404, nov. 2020. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7756901/. Acesso em: 27 nov. 2025. 

3. LAGAE, L. et al. Fenfluramine hydrochloride for the treatment of seizures in Dravet syndrome: a randomised, double-blind, placebo-controlled trial. The Lancet, Londres, v. 394, n. 10216, p. 2243–2254, 21–27 dez. 2019. Disponível em: 
https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(19)32500-0/fulltext. Acesso em: 27 nov. 2025. 

4. MILLER, I. O.; SOTERO DE MENEZES, M. A. SCN1A Seizure Disorders. In: ADAM, M. P. et al. (Ed.). GeneReviews®. Seattle (WA): University of Washington, 2007. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1318/. Acesso em: 28 nov. 2025. 

5. DRAVET, C. The core Dravet syndrome problems. Epilepsia, [S. l.], v. 52, n. s2, p. 3-9, abr. 2011. DOI:  https://doi.org/10.1111/j.1528-1167.2011.02994.x. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1528-1167.2011.02994.x. Acesso em: 9 mar. 2026. 

6. FAN, H.-C. et al. Clinical and Genetic Features of Dravet Syndrome: A Prime Example of the Role of Precision Medicine in Genetic Epilepsy. International Journal of Molecular Sciences, v. 25, n. 1, p. 31, 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/1422-
0067/25/1/31. Acesso em: 27 nov. 2025.

7. FINTEPLA (fenfluramine) oral solution: U.S. prescribing information. Smyrna, GA: UCB, Inc. 2023. Disponível em: https://www.ucb-usa.com/fintepla-prescribing-information.pdf. Acesso em: 28 nov. 2025. 

8. Sullivan J, Deighton AM, Vila MC, Szabo SM, Maru B, Gofshteyn JS, James ES, Rico S, Zuberi SM. The clinical, economic, and humanistic burden of Dravet syndrome - A systematic literature review. Epilepsy Behav. 2022 May;130:108661. doi: 
10.1016/j.yebeh.2022.108661. Epub 2022 Mar 22. PMID: 35334258. Disponível em: https://www.epilepsybehavior.com/article/S1525-5050(22)00110-X/fulltext. Acesso em: 28 nov. 2025. 

9. WIRRELL, E. C. et al. A Practical Guide to the Treatment of Dravet Syndrome with Anti-Seizure Medication. Frontiers in Pharmacology, v. 13, p. 863260, 2022. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8927048/. Acesso em: 28 nov. 2025. 

10.  BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RE nº 969, de 12 de março de 2026. [Defere petições relacionadas à Gerência-Geral de Medicamentos]. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 50, p. 153, 16 mar. 2026. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-re-n-969-de-12-de-marco-de-2026-692752283. Acesso em: 16 mar. 2026. 

11. U.S. Food and Drug Administration (FDA). Drugs@FDA: FDA-Approved Drugs. Disponível em https://www.accessdata.fda.gov/scripts/cder/daf/index.cfm?event=BasicSearch.process. Acesso em: 28/11/2025.

12. European Medicines Agency (EMA). Fintepla: EPAR - Public Assessment Report. Adopted Reference Number: EMA/639853/2020. [S. l.]: EMA, 2020. Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/documents/assessment-report/fintepla-epar-public-assessment-report_en.pdf. Acesso em: 28 nov. 2025. 

13. BISHOP, K. I. et al. Dose titration, polytherapy, and clinical outcomes with fenfluramine: a case series and review. Epilepsia Open, [S. l.], 2024. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/epi4.12998. Acesso em: 27 nov. 2025. 

14. AUVIN, S. et al. International consensus on diagnosis and management of Dravet syndrome. Epilepsia, [S. l.], v. 63, n. 7, p. 1656–1674, jul. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1111/epi.17274. Acesso em: 27 nov. 2025. 

15. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para epilepsia. Brasília, DF: CONITEC, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/pcdt_epilepisia_2019.pdf. Acesso em: 27 nov. 2025. 

16. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 199, de 30 de janeiro de 2014. Institui a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, aprovando as Diretrizes para Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Incentivo Financeiro de Custeio. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 31 jan. 2014. Seção 1, p. 43. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt0199_30_01_2014.html. Acesso em: 28 nov. 2025. 

17. FENG, S. et al. Long-term predictors of developmental outcome and disease burden in SCN1A-positive Dravet syndrome. Brain Communications, Oxford, v. 6, n. 1, p. fcae004, jan. 2024. Disponível em: https://academic.oup.com/braincomms/article/6/1/fcae004/7513223. Acesso em: 28 nov. 2025. 

BR-OT-2500185 - Novembro 2025