Miastenia Gravis

A Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune crônica e rara que compromete a comunicação entre nervos e músculos na junção neuromuscular.1,2,3 Como consequência, os pacientes podem apresentar fraqueza muscular flutuante e fadiga, com impacto em funções importantes como falar, mastigar, engolir, movimentar-se e respirar.1,2,3
Embora muitos dos desafios relacionados a MG não sejam visíveis, eles podem exigir dos pacientes uma força constante para realizar tarefas que podem parecer simples. Dessa forma, a MG pode gerar um impacto significativo na qualidade de vida, exigindo acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar ao longo da jornada do paciente.1,3


 

O Impacto da Miastenia Gravis

Conviver com a Miastenia Gravis (MG) envolve desafios que vão além das manifestações físicas da doença.3,4 Mesmo em tratamento, muitos pacientes continuam enfrentando limitações que podem afetar sua autonomia, relações sociais, vida profissional e bem-estar emocional.1,4
Entre os sintomas mais impactantes está a fadiga, frequentemente associada à redução da qualidade de vida e à dificuldade para realizar atividades cotidianas.5,6 Atividades simples, como subir um degrau, caminhar pequenas distâncias ou realizar tarefas rotineiras, podem demandar um esforço a mais, que nem sempre é percebido por quem está ao redor.
Além disso, uma parcela significativa dos pacientes relata insatisfação com seu estado de saúde e com o controle dos sintomas da doença.1,7


 

Reconhecendo os sinais e sintomas

Os sintomas da MG podem variar em intensidade ao longo do dia e costumam piorar após esforço físico ou períodos prolongados de atividade muscular.2,3 Por isso, atividades rotineiras podem se tornar mais difíceis após esforços sucessivos, fazendo com que tarefas aparentemente simples demandem um esforço que nem sempre é percebido por quem está ao redor.

 

Entre os principais sinais e sintomas estão1-3:

Fraqueza muscular;

Queda das pálpebras (ptose);

Visão dupla (diplopia);

Alterações na fala e dificuldade para mastigar ou engolir; 

Cansaço excessivo e fadiga;

Falta de ar ou comprometimento respiratório em situações mais graves;

Além do impacto funcional, entre 15% e 20% dos pacientes podem apresentar uma crise miastênica ao longo da vida, uma complicação potencialmente grave que pode exigir suporte ventilatório8,9.

O diagnóstico da Miastenia Gravis pode ser desafiador, uma vez que seus sintomas podem ser confundidos com os de outras condições neurológicas ou musculares2,3. Por isso, o reconhecimento dos sinais característicos da doença e o encaminhamento ao especialista são etapas importantes para uma investigação adequada e para a definição da melhor estratégia de acompanhamento2,3.


Objetivos do Tratamento

O manejo da Miastenia Gravis busca controlar os sintomas, reduzir o impacto da doença e favorecer uma melhor qualidade de vida para os pacientes.4

Os principais objetivos terapêuticos incluem:4

Redução da fadiga e da fraqueza muscular

Controle sustentado das manifestações da doença

Retorno às atividades habituais

Preservação da funcionalidade e da independência do paciente

Alcance de remissão clínica ou da mínima manifestação da doença

Ao apoiar o paciente em sua jornada, é possível contribuir para que cada desafio diário seja enfrentado com mais suporte e qualidade de vida. O acompanhamento contínuo, com avaliação regular dos sintomas, do impacto funcional da doença e da evolução clínica do paciente, ajuda a orientar as decisões terapêuticas de acordo com as necessidades e os objetivos individuais de cada pessoa com Miastenia Gravis4,10


Referências:

1. CUTTER, G. et al. Cross-sectional analysis of the Myasthenia Gravis Patient Registry: Disability and treatment. Muscle & Nerve, v. 60, n. 6, p. 707-715, 2019.
2. FARMAKIDIS, C. et al. Treatment of myasthenia gravis. Neurologic Clinics, v. 36, n. 2, p. 311-337, 2018.
3. LAW, N. et al. The lived experience of myasthenia gravis: a patient-led analysis. Neurology and Therapy, v. 10, n. 2, p. 1103-1125, 2021.
4. JACKSON, K.; PARTHAN, A.; LAUHER-CHAREST, M. et al. Understanding the symptom burden and impact of myasthenia gravis from the patient’s perspective: a qualitative study. Neurology and Therapy, v. 12, n. 1, p. 107-128, 2023.
5. RUITER, A. M. et al. Fatigue in patients with myasthenia gravis: a systematic review of the literature. Neuromuscular Disorders, v. 30, n. 8, p. 631-639, 2019.
6. HOFFMANN, S. et al. Fatigue in myasthenia gravis: risk factors and impact on quality of life. Brain and Behavior, v. 6, n. 10, e00538, 2016.
7. PETERSSON, M. et al. Patient-reported symptom severity in a nationwide myasthenia gravis cohort: cross-sectional analysis of the Swedish GEMG study. Neurology, v. 97, n. 14, p. e1382-e1391, 2021.
8. XIN, H. et al. Examining the impact of refractory myasthenia gravis on healthcare resource utilization in the United States: analysis of a Myasthenia Gravis Foundation of America Patient Registry sample. Journal of Clinical Neurology, v. 15, n. 3, p. 376-385, 2019.
9. WERNECK, L. C. et al. Myasthenic crisis: report of 24 cases. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 60, n. 3-A, p. 519-526, 2002.
10. MUPPIDI, S.; SILVESTRI, N. J.; TAN, R. et al. Utilization of MG-ADL in myasthenia gravis clinical research and care. Muscle & Nerve, v. 65, n. 6, p. 630-639, 2022.

BR-OT-2600131 - Setembro 2026